Cores correndo caladas
Vozes vazias voavam
Juntas num só grito
Numa nudez narcisa
O ódio olhava obcecado
Entre pedestres notívagos
Calando confusas caras
Pálidas procurando paz
Assim como os loucos
Postes postados pérfidos
Alcançavam abraços ateus
De prostitutas sifilíticas
Frases feito fezes
Pisadas por palavrões
Desconexos na vagina
Virgens vis varridas
Nas nuvens nuas
Apertando clitóris
Pobres Poetas perdidos
Nas noites nativas
Tendo visões bêbadas
Musas musicais mistificando
Passado, presente, passageiras
Como um corpo fluido
Macias mãos masturbantes
Ejaculando escuros espermas
Que se tornaram cores
Cores colossais caladas
Ratoeira retinais ronronantes
Na barriga peluda do bar
Visões vindo vagar
Ente estranho estrábico
Como uma cabaça
Virgens voltaram virtuosas
Abraçaram atentamente alguém
Que escrevia um Poema
Terceiras Visões

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