sábado, outubro 23, 2010

Visões III



Cores correndo caladas
Vozes vazias voavam
Juntas num só grito

Numa nudez narcisa
O ódio olhava obcecado
Entre pedestres notívagos

Calando confusas caras
Pálidas procurando paz
Assim como os loucos

Postes postados pérfidos
Alcançavam abraços ateus
De prostitutas sifilíticas

Frases feito fezes
Pisadas por palavrões
Desconexos na vagina

Virgens vis varridas
Nas nuvens nuas
Apertando clitóris

Pobres Poetas perdidos
Nas noites nativas
Tendo visões bêbadas

Musas musicais mistificando
Passado, presente, passageiras
Como um corpo fluido

Macias mãos masturbantes
Ejaculando escuros espermas
Que se tornaram cores

Cores colossais caladas
Ratoeira retinais ronronantes
Na barriga peluda do bar

Visões vindo vagar
Ente estranho estrábico
Como uma cabaça

Virgens voltaram virtuosas
Abraçaram atentamente alguém
Que escrevia um Poema

Terceiras Visões
Escritas novamente pela cachaça



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