quarta-feira, outubro 27, 2010

Consolação

Mais um grito
A noite escuta

O coração do Poeta
Está aflito

Coisas de mulher
Que a Janela não explica
E o Luminoso complica

A noite não quer
Poetas vagando nas calçadas

Parando nos orelhões
Com fichas banhadas
No mar das ilusões

N’algum ponto da Consolação
Em um dos apartamentos

Ela embeleza o coração
Esquece os sentimentos

Põe salto alto e fino
Pisa no passado gasto

Na boca do Poeta casto
Algo lacrimoso e salino
Do grito mudo que sai

A última ficha cai

Do outro lado da linha
A Sra. Solidão é minha



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