quinta-feira, outubro 28, 2010

Tarô

Para morrer de amor
Basta olhar teus olhos

Sei que deles
Não terei perdão

Olhos portas da alma
Se não me perdoam
Tu também não

Tua parte imortal
Já não me quer mais

Que posso desejar ?

A percepção do futuro
Pelas cartas do Tarô

No dia,
Tudo era um alerta
Mesmo assim aconteceu

A fulminação da Torre
Que tanto lutamos para erguer

Tu trazias-me pão
Para bem cuidar-me

Eu
Com medo da campainha
Em outra companhia

O Raio
Tudo deve fulminar
Para o Fogo purificar

E vi teus olhos
Queimarem em lágrimas

E vi teu sangue
Queimar no rebento do coração


Vi
E silenciei

Era eu o emissário
De teu grande temor

Era eu o mau amigo
Predito pelo Tarô

Era eu tua maior desilusão



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