Para morrer de amor
Basta olhar teus olhos
Sei que deles
Não terei perdão
Olhos portas da alma
Se não me perdoam
Tu também não
Tua parte imortal
Já não me quer mais
Que posso desejar ?
A percepção do futuro
Pelas cartas do Tarô
No dia,
Tudo era um alerta
Mesmo assim aconteceu
A fulminação da Torre
Que tanto lutamos para erguer
Tu trazias-me pão
Para bem cuidar-me
Eu
Com medo da campainha
Em outra companhia
O Raio
Tudo deve fulminar
Para o Fogo purificar
E vi teus olhos
Queimarem em lágrimas
E vi teu sangue
Queimar no rebento do coração
Vi
E silenciei
Era eu o emissário
De teu grande temor
Era eu o mau amigo
Predito pelo Tarô

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