quinta-feira, outubro 28, 2010

Posse

Amor, de tudo, de ti
Já fui um pouco

Dos teus olhos, negros
Era as pupilas
Que abriam e fechavam
Quando querias

Dos teus seios
Era os mamilos eriçados
Ao roçar o lençol

Da tua barriga
Era os pelos
Ouriçados pelos afagos

Das tuas coxas
Era a carne adocicada e macia
Que imóvel não ficava

Do teu sexo
Era o clitóris
Intocável, insaciável
Que se oferecia

Amor
De tudo, da tua paixão
Já fui um pouco

O calor que te suava as nádegas

O abraço que te sufocava

Os beijos que te lambiam

Tanto já fui
Que também fui teu

E nem sabias

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