Amor, de tudo, de ti
Já fui um pouco
Dos teus olhos, negros
Era as pupilas
Que abriam e fechavam
Quando querias
Dos teus seios
Era os mamilos eriçados
Ao roçar o lençol
Da tua barriga
Era os pelos
Ouriçados pelos afagos
Das tuas coxas
Era a carne adocicada e macia
Que imóvel não ficava
Do teu sexo
Era o clitóris
Intocável, insaciável
Que se oferecia
Amor
De tudo, da tua paixão
Já fui um pouco
O calor que te suava as nádegas
O abraço que te sufocava
Os beijos que te lambiam
Tanto já fui
Que também fui teu
E nem sabias
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