Voltar à Sampa após longa ausência
É percorrer as trilhas de um passado
Que gosto de lembrar como ilhas da Rio – Santos
Que embelezam meus olhos cansados
De tanta natureza agredida por caprichos do homem
O passado pesa como uma garupa indesejável
Que esperamos que desça na esquina
Mas que por razões inexplicáveis permanece
Até segurando na cintura e sussurrando ao ouvido
Promessas de futuros sem definições e com sabores
Que lembram frutas verdes e amarram
Mas, seguir viagem é destino de todos nós
Navegantes da nau chamada Terra
Perdida dos portos sagrados e a deriva
Neste universo de milhões de milhas
De ilusões na terra de ninguém
Imaginando algum porto seguro
Sem bússola e com o leme quebrado
Naveguei em círculos e voltar a ti
Sampa
Tens rios e mares que já conheço
Sabendo-os inconstantes
E com traiçoeiras correntezas
Lanço novamente as âncoras e amarras
Em um porto que conheço muito bem
Bexiga

Nenhum comentário:
Postar um comentário