segunda-feira, novembro 29, 2010

Para Dormir

A tarde, o sol pede clemência
A noite não pede licença

Chega impune e silenciosa
Como guerreira vitoriosa

Ao passar das horas o sono não vem
Divago e tento pensar em alguém

Para a insônia afastar de mim
E os olhos fechar por fim

Conto milhões de ovelhas e outros animais
Mas nem isto adianta mais

Busco um remédio para a noite
Que seja tão forte quando um açoite

Fecho os olhos e crio um roteiro
Uma estória de amor por inteiro

Busco a imagem de meu amado
A noite na praia ao meu lado

Promessas de amor jurando
Nos olhos profundos olhando

Assim crio meu noturno sonho
E meus desejos exponho

Ah Noite
Passastes de minha inimiga
Para minha melhor amiga

Pois só contigo posso sonhar
E mais um dia, por fim ganhar





Nenhum comentário: