Do indecifrável passado que tivemos em comum
São conhecidos apenas os lugares perdidos
Entre a Avenida Paulista e a Consolação
Onde poderíamos ter construído um futuro
Andar na Paulista é navegar contra a correnteza
Do passado de tuas águas
Onde mergulhei tantas vezes
Como Albatrozes que agora se divertem
Na praia vazia que é meu coração
Se lembranças estão
No asfalto da Paulista
E na escadaria do Gazetão
É devido às transformações feitas pelos homens
Que constroem o mundo e encurtam as distâncias
Tornando o Japão tão perto
O que são vinte e quatro horas de voo até lá ?
Já gozamos mais tempo num só dia na cama
Que viajar até o céu e o inferno era apenas
Orgasmos que tínhamos entre promessas de amor
Por se ter uma distância e um destino a cumprir
É que meus dias e noites não têm mais fim
E o cansaço da mente exausta
De viajar até você no Astral cósmico
Pede o nascimento do sol de um novo amor
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