Presentes Manauaras
Linhas paralelas traçamos
Não mais nos falamos
Sinto que está
acabado
E nunca ter começado
Horas em telefonemas
Foram como algemas
Prenderam-me na
distância
Mas foram advertência
Ainda feliz fui ao
mercado
Pensando em ti no
presente comprado
Bancas vivas
Artesãs criativas
Pedra azul busquei
O Topázio achei
Ervas também comprei
Tratar-te bem pensei
Na bagagem teus
presentes
Como saudades
crescentes
Com Manaus na retina
Voltar é uma rotina
Passam os dias
De mim judias
Sem telefonemas
Noites são dilemas
No paralelismo
traçado
O coração despedaçado
Os presentes guardados
No escuro mergulhados
Esperam novo destino
Novo amor clandestino
Que presentes queira
receber
Que ame sem perceber
Que lembre Manaus
Como belas naus
Que veja no espelho
Nos olhos um conselho
Presente não dado
Não fecha o passado
Fica aberta a ferida
Da paixão não vivida

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