quarta-feira, abril 20, 2016

À Teia Atei-a

Fitas trançadas
Nós de Marinheiro
Multidimensionais Polígonos

Preparo a Teia

Distraída está
Cúmplice ingenuidade
Perigosa proximidade

Armo a Teia

Olhos já vendados
Sentidos aguçados
Pelos eriçados

Cai na Teia

Atada
Prazerosa Geometria
Côncavos e Convexos

Está na Teia

Mãos abertas em palmas
Batem desejadas carnes
Avermelhadas e Trêmulas

Mamilos Mordidos
Perfilados e Doloridos
Dentes e Dedos

Braços atados
Passam entre coxas
Chegam aos pés

Língua ofídica
Portais de Prazeres
Expostos e Explorados

Curvas dos Quadris
Firme empunhadura
Lascivo vaivém

Ariete em impulsão
Rosadas Carnes Trespassadas
Côncavos preenchidos

Tardia descoberta
Dor e Prazer
Flor do Jardim de Trás

Ferozes Urros
Respirações cortadas
Ofegante Ar


Presa consumida
Já liberta
Face a Face

Olhos suplicantes
Inchados Lábios
Sussurram
Ata-me novamente



Um comentário:

Beleza Matsuoka disse...

Afinal o que seria a Flor do Jardim de Trás?!