sábado, julho 29, 2006

Correr na praia da Enseada e a vida Corporativa...


Gustavo Costa Brain Storming

Gurujá, 22.07.2006

A idéia de correr na paia com o sol do meio dia sempre me agradou, principalmente por estar perto dos elementos fundamentais a renovação espiritual: o fogo - na figura do sol, a água, a terra e o ar.....

Corro descalço no limiar da terra e do mar, com o vento diminuindo o efeito do calor do sol, realçando os quatro elementos e re-carregando o meu espírito.

A corrida de hoje foi estranha, pois escondido atrás de óculos escuros pareceu-me ver a praia da Enseada como uma empresa, e dentro desta, todos os encantos e desafios que encontramos em nossa vida corporativa. Explico.....

1. As metas

Sempre tenho como objetivo correr da península até o morro do Maluf e voltar, se possível em menos de uma hora. Antes da corrida penso que alcançar o outro extremo da praia da enseada é um planejamento empresarial: defino os objetivos, aloco recursos e utilizo-os com eficiência e eficácia....ou seja, tenho que conhecer meus limites, as condições físicas naquele momento e ajustar a velocidade para que as energias sejam suficientes para todo o percurso.

2. Os obstáculos

Começo a correr e percebo que a praia está lotada, que o percurso que havia programado estará cheio de obstáculos e situações não previstas no planejamento inicial, tais como pessoas jogando todos os tipos de esportes com bolas dos mais variados tamanhos no caminho que pretendia seguir.

Tenho que "negociar" com elas todas as vezes que nossas trilhas se encontram, e decidir quem tem que ceder para que o outro continue. Quando a negociação falha, invariavelmente ocorrer um esbarrão ou xingamento....quando não uma agressão por parte dos mais exaltados (boladas são normais....).

3. A negociação

O processo de negociação tem que ser rápido, e a decisão de se afastar do percurso definido inicialmente é invariavelmente a mais comum. Muitas vezes posso analisar a situação, o poder de decisão dos oponentes e sua capacidade de reação, e decidir que a melhor solução é desviar-me do planejado, mesmo que temporariamente, para que as metas sejam alcançadas.

Em algumas situações estes “desvios” podem ser vistos por algum observador como um sinal de fraqueza de minha parte, porém mal sabe ele que a decisão tomada foi planejada friamente com os objetivos maiores em mente. As opiniões externas sobre minhas ações nem sempre são corretas......

4. As pessoas e as idades

É fácil avaliar a reação das pessoas que estão em rota de colisão comigo e negociar a saída. Também é fácil notar que quanto mais idade estas pessoas tiverem mais fácil será a negociação, seja porque também já possuem a experiência de negociar e conseguem antecipar a decisão ou simplesmente decidem que não podem interferir na corrida de um estranho. Na verdade desejam que este estranho atinja sua meta. Temos que respeitar os mais velhos...

Porém os jovens... dificilmente consegue-se antecipar o que uma criança ou adolescente fará. Quando menos se espera, mudam de direção, desistem da corrida atrás da bola ou simplesmente param na minha frente. É necessário paciência com os mais jovens.....

5. O sexo oposto

A natureza é bela, e são belas as suas obras de arte. Quem não desvia o olhar para um bonito exemplar do sexo oposto ?

Para que o consumo de energia não suba muito, o melhor que faço é acreditar que mais a frente a natureza será ainda mais graciosa e apresentará melhores espécimes.

6 A volta

Talvez o pior momento da corrida é quando estou na metade dela. Tenho que re-avaliar a meta, se os recursos estão coerentes e se o tempo restante ainda permite que o ritmo seja o mesmo ou se devo acelerar (o que consumirá os recursos em menos tempo). Normalmente o vento está contra no sentido Morro do Maluf - Península e o esforço será naturalmente maior.

Volto e olho a distância a ser percorrida e imagino que tenho um novo objetivo, com condições iniciais diferentes e defino nova meta....concluo que na verdade não existe um meio do percurso ou uma volta e sim um eterno início....

7. A Caipirinha

Obviamente que a bebida no meio corporativo deve ser evitada ou consumida moderadamente, porém a corrida já terminou, os objetivos foram alcançados e devo fazer como os Antigos colegas falavam...sempre comemore suas vitórias.....

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