Contágio
O ano acabando
A vacina chegando
Este ano
E teus vestígios
Solidão no cotidiano
Almas sem prestígios
Tua falta sinto
Teu abraço e colo
Mas não minto
De tua presença descolo
Recusas convites
Medo do contágio
Impões teus limites
Em meu naufrágio
Sem colete salva-vida
Sigo nadando
Em minha última partida
Um abraço te mando
A vida e suas rotinas
Tuas fotos em minhas retinas
Em noite solitária
Em meus sonhos te vejo
Vida binária
Não é o que desejo
Teu Sim
Teu Não
Vida em folhetim
Folheado em vão
Os Segundos vêm
Os Minutos vão
As Horas passam
O Dia arremata
A Noite perece
A Semana acaba
O Mês finda
O Ano falece
Sem minha Musa
Sem nosso Café
Em tua recusa
Perco a fé
Abro um vinho
Brindo sozinho
A garrafa na metade
Um Eu embriagado
Outro Eu contagiado
Com sintomas de saudade
Assim chega Dezembro
Os dois Eus
Continuam teus
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