Quarentena
Os dias já são uma centena
A noite a saudade
condena
Não vemos quem
gostamos
Abraços não damos
O isolamento a mente aliena
E os pensamentos
envenena
Os beijos que negamos
As mãos que não
tocamos
Viver em quarentena
A Morte nos acena
O vírus em vão
xingamos
Estes minúsculos
tiranos
Não ter uma vida
plena
É uma existência
pequena
No Sol a felicidade
buscamos
Imaginando que o
matamos
Onipresente com nome Corona
É um indesejável carona
Em breve dele nos
livramos
E felizes sejamos
Com a mente mais
serena
A vida finalmente
engrena
Amigos enfim
abraçamos
Amizades veneramos
A Vida mais valor damos
Pois aos abraços voltamos
4 comentários:
Adorei !!! Estamos carentes.
saudade de abraçar, sentar numa livraria da Paulista , tomar um belo café, olhar as pessoas no entorno...desmascarar-se
Difícil lidar com essa solidão, belo poema!
Amei..
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