sexta-feira, maio 22, 2020

Quarentena

Quarentena


Os dias já são uma centena
A noite a saudade condena

Não vemos quem gostamos
Abraços não damos

O isolamento a mente aliena
E os pensamentos envenena

Os beijos que negamos
As mãos que não tocamos

Viver em quarentena
A Morte nos acena

O vírus em vão xingamos
Estes minúsculos tiranos

Não ter uma vida plena
É uma existência pequena

No Sol a felicidade buscamos
Imaginando que o matamos

Onipresente com nome Corona
É um indesejável carona

Em breve dele nos livramos
E felizes sejamos

Com a mente mais serena
A vida finalmente engrena

Amigos enfim abraçamos
Amizades veneramos

A Vida mais valor damos
Pois aos abraços voltamos





4 comentários:

Unknown disse...

Adorei !!! Estamos carentes.

Cristina disse...

saudade de abraçar, sentar numa livraria da Paulista , tomar um belo café, olhar as pessoas no entorno...desmascarar-se

Bianca disse...

Difícil lidar com essa solidão, belo poema!

Unknown disse...

Amei..