quinta-feira, julho 20, 2017

Viagem em Santa Catarina

Viagem em Santa Catarina



Um frio na barriga
Sair de moto
Estradas desconhecidas

Partir é fácil
Penso nos destinos

Florianópolis
Serra do Rio do Rastro
Urubici

Previsão de Sol
Dias gelados
Gelo na pista

Praias lindas
Desafiam meus olhos
Até Floripa
Cidade acolhedora
Cerveja na beira mar

Nada penso
Só lembrança
De uma música

Epitáfio
Titãs

“Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr”

Na beira mar
Fico até o sol se por
Desejando o acaso me proteger

Durmo em Floripa
Aceitando a Vida
Como ela é

Vejo o Sol nascer
Saio cedo
Pensando na alegria
Que vier

Rumo a Serra do Rio do Rastro
Deslizando os olhos
Entre o Mar e a Serra

Ao pé da Serra
O frio na barriga
Mas devo arriscar mais
E até errar mais

A subida hipnotiza
Gelo e Sal na pista
Arrisco e não erro

Curvas prendem um olho
A serra segura o outro
Dirigir distraído

No topo da Serra
Sei da alegria
Que trago no coração


O frio bate forte
Café quente
Paisagem deslumbrante

Observo os viajantes
Aceito
As pessoas como elas são

Sigo para Urubici
Terra de turismo
Frio alucinante

No Posto Ipiranga
Recebo as dicas
Acho um hotel
Deixo a moto
Ando distraído na cidade
Corto o cabelo

A noite chega
Aos -3 graus
Cama grande
Vazia e fria

Uma caipirinha
Importo-me menos
Com problemas pequenos
Telefonas
Mudas os planos
Desisto

E pensar
Mais uma vez
Ter morrido de amor

Quero aceitar
A vida como ela é
E a dor que traz ao coração

Acordo cedo mais uma vez
Ver o sol nascer
A -1 grau

Arrumo as bagagens
Moto pronta
Seguir viagem
Desejando o acaso me proteger

O gelo na pista
Suga-me a atenção
Derrapadas instantâneas

Visões belas
Estrada solitária

Ao pé da Serra
Volta o calor
Dispo-me da segunda pele

Voltar para Itapoá
Vontade de acelerar
Arrisco mais

Como o símbolo do Infinito
A Volta é a Ida
A Ida é a Volta

Retorno
Ainda canto

“Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier”



4 comentários:

Beleza Matsuoka disse...

Ainda tens muito tempo para arriscar e errar mais, com a proteção de muitos ACASOS e OCASOS!! Que lindo poema, adorei!

Unknown disse...

Poeta! Quanta vida em teus poemas!

Unknown disse...

Quando li a primeira vez, senti-me na garupa dessa moto!! Muito verdadeiro esse poema, adorei! hehehe

Unknown disse...

Muito lindo....