Viagem
em Santa Catarina
Um
frio na barriga
Sair
de moto
Estradas
desconhecidas
Partir
é fácil
Penso
nos destinos
Florianópolis
Serra
do Rio do Rastro
Urubici
Previsão
de Sol
Dias
gelados
Gelo
na pista
Praias
lindas
Desafiam
meus olhos
Até
Floripa
Cidade
acolhedora
Cerveja
na beira mar
Nada
penso
Só
lembrança
De uma
música
Epitáfio
Titãs
“Devia
ter amado mais
Ter
chorado mais
Ter
visto o sol nascer
Devia
ter arriscado mais
E
até errado mais
Ter
feito o que eu queria fazer
Queria
ter aceitado
As
pessoas como elas são
Cada
um sabe a alegria
E a
dor que traz no coração
O
acaso vai me proteger
Enquanto
eu andar distraído
O
acaso vai me proteger
Enquanto
eu andar
Devia
ter complicado menos
Trabalhado
menos
Ter
visto o sol se pôr
Devia
ter me importado menos
Com
problemas pequenos
Ter
morrido de amor
Queria
ter aceitado
A
vida como ela é
A
cada um cabe alegrias
E a
tristeza que vier
O
acaso vai me proteger
Enquanto
eu andar distraído
O
acaso vai me proteger
Enquanto
eu andar
O
acaso vai me proteger
Enquanto
eu andar distraído
O
acaso vai me proteger
Enquanto
eu andar
Devia
ter complicado menos
Trabalhado
menos
Ter
visto o sol se pôr”
Na
beira mar
Fico
até o sol se por
Desejando
o acaso me proteger
Durmo
em Floripa
Aceitando
a Vida
Como
ela é
Vejo
o Sol nascer
Saio
cedo
Pensando
na alegria
Que
vier
Rumo
a Serra do Rio do Rastro
Deslizando
os olhos
Entre
o Mar e a Serra
Ao
pé da Serra
O
frio na barriga
Mas
devo arriscar mais
E
até errar mais
A
subida hipnotiza
Gelo
e Sal na pista
Arrisco
e não erro
Curvas
prendem um olho
A
serra segura o outro
Dirigir
distraído
No
topo da Serra
Sei da
alegria
Que
trago no coração
O
frio bate forte
Café
quente
Paisagem
deslumbrante
Observo
os viajantes
Aceito
As
pessoas como elas são
Sigo
para Urubici
Terra
de turismo
Frio
alucinante
No
Posto Ipiranga
Recebo
as dicas
Acho
um hotel
Deixo
a moto
Ando
distraído na cidade
Corto
o cabelo
A
noite chega
Aos
-3 graus
Cama
grande
Vazia
e fria
Uma
caipirinha
Importo-me
menos
Com
problemas pequenos
Telefonas
Mudas
os planos
Desisto
E
pensar
Mais
uma vez
Ter
morrido de amor
Quero
aceitar
A
vida como ela é
E a
dor que traz ao coração
Acordo
cedo mais uma vez
Ver
o sol nascer
A -1
grau
Arrumo
as bagagens
Moto
pronta
Seguir
viagem
Desejando
o acaso me proteger
O
gelo na pista
Suga-me
a atenção
Derrapadas
instantâneas
Visões
belas
Estrada
solitária
Ao
pé da Serra
Volta
o calor
Dispo-me
da segunda pele
Voltar
para Itapoá
Vontade
de acelerar
Arrisco
mais
Como
o símbolo do Infinito
A Volta
é a Ida
A Ida
é a Volta
Retorno
Ainda
canto
“Queria
ter aceitado
A
vida como ela é
A
cada um cabe alegrias
E a
tristeza que vier”