terça-feira, setembro 13, 2016

A Noite das Panquecas

A Noite das Panquecas



Locais para jantarmos
Não existe em São Paulo
Vais a todos
Com teu Marido

Na esquina de tua rua
Entras apressada no carro
A máscara não deve cair
Olhos não podem te ver

O quente céu de tua boca
Lábios e dedos ágeis
Fogem do caótico trânsito
Sem destino

Grandes e Pequenos Lábios
Beijados na garagem
Prelúdio das horas
Na noite que já cai

Dizes que Ele mudou
Percebeu tua revolução
Flores no aeroporto
Presentes no carro

Dominastes o poder da Submissão

A verdade nua
Inversão da lógica
A Submissa é que domina
No alto de seus saltos

Dominante submissão
Entrecorta carnes tesas
Demonstras o aprendizado
Satisfazes e Saciasses

Desces da cama
Só camiseta e saltos
Carnes ainda quentes
Saracoteiam para a cozinha




Panquecas e Periquita
Deliciam nossos sentidos
Sinapses aceleradas
Pratos devorados

Pausas

Taças repousam
Mesa afastada
Saltos para o alto

Em tua Boca
Desejos sugados
Entrego-me



Conclusão fácil

Ele
Tanto quanto Eu
Está dominado


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