A Noite
das Panquecas
Locais
para jantarmos
Não
existe em São Paulo
Vais
a todos
Com
teu Marido
Na
esquina de tua rua
Entras
apressada no carro
A
máscara não deve cair
Olhos
não podem te ver
O quente
céu de tua boca
Lábios
e dedos ágeis
Fogem
do caótico trânsito
Sem
destino
Grandes
e Pequenos Lábios
Beijados
na garagem
Prelúdio
das horas
Na
noite que já cai
Dizes
que Ele mudou
Percebeu
tua revolução
Flores
no aeroporto
Presentes
no carro
Dominastes
o poder da Submissão
A
verdade nua
Inversão
da lógica
A
Submissa é que domina
No
alto de seus saltos
Dominante
submissão
Entrecorta
carnes tesas
Demonstras
o aprendizado
Satisfazes
e Saciasses
Desces
da cama
Só
camiseta e saltos
Carnes
ainda quentes
Saracoteiam
para a cozinha
Panquecas
e Periquita
Deliciam
nossos sentidos
Sinapses
aceleradas
Pratos
devorados
Pausas
Taças
repousam
Mesa
afastada
Saltos
para o alto
Em
tua Boca
Desejos
sugados
Entrego-me
Conclusão
fácil
Ele
Tanto
quanto Eu
Está
dominado


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