domingo, agosto 29, 2010
Love is Over
Love is over kanashii keredo
owari ni shiyou kiri ga nai kara
Love is over wake nado nai yo
tada hitotsu dake anata no tame
Love is over, it's sad
But let's end it, because it's endless
Love is over, there's no reason for it
Just one, for you
Love is over wakai ayamachi to
waratte ieru toki ga kuru kara
Love is over naku na otoko darou
watashi no koto wa hayaku wasurete
Love is over, the time will come when
You'll be able to laugh and talk about the mistakes of being young
Love is over; Don't cry, you're a man, right?
Hurry up and forget about me
watashi wa anta wo wasure wa shinai
dare ni dakarete mo wasure wa shinai
kitto saigo no koi da to omou kara
I won't forget about you
No matter who holds me, I won't forget about you
Because I think that this is definitely my final love
Love is over watashi wa anta no
omamori de ii sotto kokoro ni
Love is over saigo ni hitotsu
jibun wo damashicha ikenai yo
Love is over, I'm alright with
Being your charm, quietly in your heart
Love is over, in the end you can't
Deceive yourself about a single thing
osake nanka de gomakasanaide
hontou no jibun wo jitto mitsumete
kitto anta ni oniai no hito ga iru
Don't give yourself over to alcohol or anything
Take a good look at your true self
There's definitely a person for you
Love is over kanashii yo
hayaku detette furimukanaide
Love is over, uh...
genki de ite ne Love is over...
Love is over, it's sad
Hurry up and leave, and don't look back
Love is over, uh...
Take care of yourself, love is over...
segunda-feira, agosto 02, 2010
Meus Livros na Estante do Teu Quarto
Meus Livros na Estante do Teu Quarto
Eles são testemunhas
Do fim do nosso amor
Na estante do teu quarto
Guardam as lembranças
Do que fomos um dia
Viram nosso amor
Entre lençóis suados
Sob a luz das janelas abertas
Depois do fim de nosso amor
Sentem outro em tua cama
E tentam não olhar
Percebem outro em teu coração
E tentam nada escutar
São o último elo que nos restou
E tentam nada te dizer
Mas estão impregnados de meu ser
E da estante do teu quarto
Sofrem Cegos, Mudos e Surdos como eu
domingo, agosto 01, 2010
Amante
Amante
Quero ser teu amante
Algo assim passageiro
Agora perto e ligeiro
Amanhã esquecido e distante
A loucura tomou posse de mim
Carne frágil e sem fim
Tu me entendes ? Sabes amar ?
Se não, te ensino com carinho
Sem dor, solidão, amarrar
Nossos corpos por um só caminho
Aqui, no motel, ou praia
Ter-te amante, amada, suada
Perscrutar o que tens sob a saia
E dançar uma dança ensaiada
Estou ficando louco
Sabendo que um dia é pouco
Quero ser teu amante até
Que de mim enjoes
E de lá para cá, em pé
Olharei para o céu, e embora voes
Mais alto que posso tocar
Sei que pousarás um dia
No meu ninho de amor
Descobrirás onde, além, ardia
A chama fálica do pudor
Para guardá-la entre tuas coxas
Para deixá-las, rubras, roxas
De tantas mordidas sádicas
De tanto carinho perene
Que após cansar, eu serene
Dizer-te palavras mágicas
Serei amante corajoso
Sempre de ti desejoso
De espada empunhada
Proteger a adorada
Musa de meus desejos carnais
E, por fim, no leito jaz
Dois corpos desfeitos
Amanhã refeitos
Serão aos olhos de todos apenas bons amigos
Carta ao meu Velho
Carta ao meu Velho
Apesar
De ser teu filho
Não gosto mais de ti, Pai
Pois um filho não pode suportar
A dúvida de que, por só um instante,
Seu Pai o imaginando ladrão
Por ti, Pai
Saí de São Paulo
Imaginando-te solitário, carente
Largado ao relento por teus filhos
Por ti, Pai
Adiei meu futuro, para ficar
Ao teu lado, confortando-te
Quebrando tua forçada distância
E tu, não me compreendias
Nem compreendes ainda hoje
Vivi para ti, pensando em ti
Fazendo teus ditatoriais caprichos
Trabalhei contigo
Ajudando-te a fincar pé
Na dura vida novamente
Só aos dezenove anos
Conheci a tua liberdade
Tu, que na teoria da educação marxista
Deverias me confrontar
Com as várias faces da vida
Apenas deixastes uma
A da submissão total
É muito para uma juventude
Que sempre se choca
Com o mundo
A dialética da vida
Nos diz que é necessário
Quebrar a cara
Para poder aprender
Pois agora
Tu que já fostes
Meu melhor sentimento
És agora meu pior sofrimento
Agora, novamente, desabam sobre mim
Tudo que quis construir contigo
Além de Pai, amigo, Irmão
Quando me pagas um salário de fome
Quando não me deixas beber com os amigos
Quando te vanglorias do meu tratamento pago por ti
Quando não lembras mais de minha Mãe
Quando me chamas de ladrão ou imaginas-me assim
Quanto tua mulher não me quer em casa
Quando teus caprichos não satisfaço e brigas comigo
Quando viro os olhos em crise de asma por teu temperamento emocional
Sinto a solidão chegando
Na certeza que vou te deixar
Vou te deixar, Pai
Como um dia,
Eu vim ficar ao teu lado
Como tu me imaginas ladrão
Eu te imaginei solitário, Pai
Arrumei as malas e vim
Fiquei em quarto de pensão
Arrumo as malas e vou
Ficarei em quarto de pensão
A vinda sempre me foi mais difícil que a partida
Partir é muito fácil
No estado do ódio latente
Todo laço de união se desata
Em cada lágrima que cai
E assim vou indo embora
Com certeza era o único filho
Que gostava de ti
Hoje não te gosto
Nem amo
Nem odeio
Não te dou o privilégio
De ter qualquer sentimento
De minha parte
E assim vou indo embora de ti
Rei das Batidas – 1
Rei das Batidas – 1
Tenho grande vontade
De nesta noite
Convidar-te para sair
Beber, cantar, dançar
Deixar a vida rolar
Pois ninguém de ferro é
Nem a carne é tão forte
A ponto de não te convidar
Podíamos sair daqui
Beber umas batidas
No Rei
Curtir qualquer música
Deixar os sentimentos
Escorrerem pelas palavras
Deixar soltos, também, os desejos
Que nas pelas quentes, macias
Arredios se esvaem
Deixar que os lábios
Tomes as palavras dos olhos
Tomar mais um trago
A última gota de coragem
E te beijar
Do beijo
O terno abraço
Lábios colados
Falavam palavras do coração
Beijar-te até o último trago
A última gota até o desejo
E te amar
Quando o sol, pela janela nos acordar
Na vida refeita pelo amor abriremos os olhos
Para dizer um sorridente
Bom dia, Amor
Loucura - 1
Loucura - 1
Por mais que me perguntes
Os motivos que me levam à loucura
Não terás uma resposta sequer
A loucura é o estado dos seres livres
Onde a mente pode abster-se
De todas as futilidades
Desta vida normal
Monótona e paulistana
Dizem que pirei
Estou lelé, lelé
Penso que sou um átomo
De sexônio 69
Passeio entre grutas
Entre tecidos cheirosos
Estou louco
Quando nas manhãs acordo
Conto os dias até morrer
Abro a janela e discordo
Do verde, das flores a escolher
É a morte chegando à idade
Envelhecemos juntos e retirados
Talvez unidos sejamos atirados
Numa cova rasa, sem nomes
Sem datas, ou coisa que indique a causa
A vida será por fim ingrata
Quando, do podre, toda a náusea
Vier desabar no perfume
Do paletó encomendado para meu enterro
Assim, ou nas chamas do inferno
Ou nos cumes das nuvens do céu
Viverei meu último desterro
Lembrança da Viagem
Lembrança da Viagem
Apenas será a tua calcinha
Guardada em minha gaveta
A última recordação
Do que ficou na viagem
Do que sobrou na bagagem
Florida e perfumada
Ainda com teus aromas
Acordar Atrasado
Acordar Atrasado
Abriu a boca e nada disse
Olhou os dedos, imóveis
Dormias
Teu sexo dormia
Tantas horas agitadas
Por rangidos do beliche
Satisfeito de tantos orgasmos
Também dormi
A cidade acorda
A cidade se espreguiça
Seu bocejo nos acorda
O despertador não tocou
A pressa vem
O cartão de ponto nos espera
O relógio corre
O ônibus rasteja
Mas, com o despertar,
Nosso desejo também acorda
Ele não tem pressa
Tuas formas maiúsculas
Assustam meu sexo
Que agora te mira
O desejo não tem pressa
Apenas o cartão de ponto
Abraçados novamente
O calor de teu colo
Adormeço em novo
Explosivo orgasmo
Perco a hora
Perco o ônibus
Ganho uma marca no pescoço
E depois da labuta
O desejo é te ver
Para a noite
Novamente te amar
Mulheres da Vida
Mulheres da Vida
As mulheres nuas na sala
Esperam clientes
Que não sabem amar
Elas de prontidão
Pernas volúveis, rápidas
No abrir e lentas no fechar
Cochicham
Os doutores da cidade
Comem nossas filhas
Desgarradas do campo
Tudo que não fazem
Com suas próprias mulheres
Eles fazem aqui
Tudo que imaginam sujo
O que só uma puta faz
O pecaminoso
O imundo
Fazem sob luzes
Azuis, vermelhas, lilás
E alegres
Voltam ao lar
As mulheres dos doutores
Em casa
Imaginam como deve ser
Gostoso variar no sexo
Parar de procriar
Descobrir a sexualidade
Em quartos iluminados
Para tudo ver
Para tudo sentir
Mas as mulheres dos doutores
Masturbam-se insatisfeitas
Encontro com a mulher do doutor
Em uma galeria da Consolação
No quadro a óleo
Um casal faz sexo oral
Pego a mulher do doutor fazendo biquinho
Talvez desejando o sabor
Talvez desejando desfrutar
De todos os sentimentos
Que um corpo pode proporcionar
Olho para ela
E fico triste
Doação
Doação
Do meu sangue te dou
O vermelho das rosas
Dos meus olhos te dou
O brilho das estrelas
Das minhas mãos te dou
Os calos dos anos
Dos meus pés te dou
As chagas de meus caminhos
Não te dou meu orgulho
Nem minha razão
Do meu trabalho te dou
O amarelo das páginas
Das minhas poesias te dou
As amarguras do poeta
Dos meus ideais te dou
A razão da vida
Dos meus amores te dou
Meus filhos crescidos
Só não queiras minha honestidade
Nem minha compaixão
Do meu coração te dou
Saudades animadas
Dos meus ouvidos te dou
A espera de teu chamado
Dos meus sonhos te dou
O terror dos pesadelos
Das minhas orgias te dou
O sexo imundo
Das longas noites te dou
A espera inesgotável
Só não me peças meu passado
Só não desvendes meu futuro
Olhos
Olhos
Quando vier o dia
Abrirei teus olhos
Para que vejas
Os meus
Quando vier a noite
Fecharei teus olhos
Para que sonhes
Os sonhos meus
Assagao
Assagao
Teu amor
É como uma flor
Assagao
Que todas as manhãs
Sorri
Abrindo braços
Ao céu
Saudando novo
Dia
Colorindo
A vida
Assagao
És na vida uma flor
És na flor uma vida
Que se renova
A cada manhã
O Chamado
O Chamado
Quando a vida me chamou
Não quis escutar
O seu longo chamado
Percorri então
O mundo
Atrás da razão de viver
Longa foi à procura
Envelheci sem viver
Quando a morte me chamou
Quis não dar ouvidos
Ao seu breve chamado
Mas era tarde para viver
Dissimulação
Dissimulação
Onde a culpa nasce na verdade
De ser fiel ao teu amor
Devendo uma inocente desculpa
Como te amar demais
A você declaro meu pecado
O pedido inconsequente de meu ser
A você dedico todo meu prazer solitário
O prazer incontido do que és
Os dias passam deixando um vazio
Um espaço não ocupado por nós
Que aumenta mais que meu desejo
Que enlouquece mais que teu corpo
Parando pulsações
Parando ondas cerebrais
Que me obrigam a suspirar a toa
É tudo contido pela inocência
De ter que demonstrar a todos
Que não gosto de ti
Noite adentro, Noite afora
Noite adentro, Noite afora
Há, quando você dormiu
Descansei
Depois de tanto amar
Noite adentro
Noite afora
Deitei de costas
Olhando o teto como um chão
Olhando o chão como um teto
Procurei sentir tua respiração
Sua, acalmada
Na fogueira que me consumiu
Agora teus olhos sonham
Mas teu sexo cheiroso
Espera amanhecer
Para de novo amar
Vais embora
Mesmo depois de você ir
Ficou no apartamento o cheiro de sexo
Fico assim excitado
Todo o dia
O dia inteiro
Lembrando de tudo feito
Também de tudo desfeito
Das pernas para o ar
Do colo macio, assim quente
Do delicioso perfume
Quero te gozar por inteiro
Toda, nas tuas cálidas carnes
Sentindo teu espírito
Em orgasmos desfazer-se
Voltas à noite
Agora teu sexo perfumado
Percorre minhas carnes
Fico louco
Quando meu sexo latejante
Encontra o teu
Quente, úmido e cheiroso
Quero desfalecer
Temos uma vida para morrer
Morrer dez vezes por dia
Em cada gozo
Cada orgasmo teu
E dormimos banhados
De gozos nossos
Melados
Molhados
Acordamos já fazendo amor
Sem deixar de sonhar
Vemos explodir tudo
Novamente
E assim noite adentro
E assim noite afora
Comendo parte do dia
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