terça-feira, novembro 29, 2016

Espelho

Espelho


Longa noite
Lento amar

Desperto
Teu corpo admirar

Repousas no travesseiro

Percorro tuas costas
Escalo tuas nádegas
Deslizo em tuas coxas

Da varanda

O dia amanhece
É teu espelho




terça-feira, novembro 15, 2016

As Cores e a Rainha

As Cores e a Rainha


Branco
Paz e Pureza

Cor da receptividade
Mútua atração
Lento aprendizado

Percorrer tuas formas
Descobrir o que gostas
Gravar teus prazeres

Inocência exposta
Instintos represados
Revelações adiadas

Vermelho
Paixão e Energia

Cor da ação
Conhecemos nossos corpos
Descobrimos seus limites

Prazer na dominação
Submissão descoberta
Teu poder revelado


Assumes o comando
Ativas teus desejos
Instintos animais

Preto
Respeito e Medo

Cor da Noite
Vendado e amarrado
Exercitas teu domínio

Gelo na boca
Percorres-me devagar

Velas coloridas
Iluminam o quarto

Cera derretida
Queimas-me as coxas

Chicote recém comprado
Açoitas-me as costas

Imobilizado
Possuído sou

Fizestes valer a máxima
“Quando o discípulo estiver pronto, o Mestre aparecerá....”

Aprendestes rapidamente
Rainha agora és




segunda-feira, novembro 14, 2016

Olhos Felinos

Olhos Felinos


Belos olhos
Femininos
Felinos

Instinto animal
Atração fatal

Presa fácil
Capturado estou




Perenidade

Perenidade




Gosto de ti

Ontem
Hoje
Amanhã



Adolescência

Adolescência



Demorados amassos
Braços entrelaçados
Mãos ágeis e gentis
Percorrem bermudas

Beijos longos
Orelhas penetradas
Pescoços mordidos
Ombros massageados
Desejos aflorados

Afastas-me
Beijo de despedida
Expulso sou

Adolescentemente
Volto para casa

Tiro a cueca melada
Penso no frio banho

Estava tua calcinha molhada ?



domingo, novembro 13, 2016

Pensamentos Soltos em Domingo de Chuva

Pensamentos Soltos em Domingo de Chuva



A chuva acompanhou-me até São Paulo
Aqui decidiu permanecer com sua persistente presença

Não gosto deste tipo de chuva
Deixa-me triste
Novo patamar de nostalgia
Mistura de sentimentos

Sinto tua falta
Conformo-me um pouco vendo tua foto
Lendo mensagens que ainda não apagadas

Pelo fato de me fazeres tão bem
Tua ausência tem o oposto efeito
Exacerbado por este tempo fechado em si

Estou estranho depois de te amar
Mesmo que por uma só noite

Com outra mulher
Não consigo estar

Recuso convites
Até pouco tempo
Dias e noites de prazer

Toda mudança deveria ser para melhor
A que passo atualmente aumenta a dependência de Ti
Será isto bom ?

Penso em desistir
Penso em resistir

Concluo que consigo
Quando longe estamos

Uma mensagem
 Uma ligação
Um encontro contigo
Destrói as armaduras
Em construção

Necessito de um antídoto
Começo a acreditar

Pura e cristalina verdade
Não posso deixar-te com tal poder

Devo transformar este gostar por ti
Algo mais leve

Viver a evolução destes sentimentos
Quando juntos quisermos ficar

Ser feliz quando junto não estivermos
Similaridade de nossos destinos

 Buscar uma parte que me falta
Outra companheira
Termos o mesmo referencial

As linhas acima
Tristeza não são

Sou feliz
Por gostar de ti
Por sentir tua falta
Por ver a saudade
A cada hora aumentar

São pensamentos soltos, para concluir que posso ser mais feliz



quarta-feira, novembro 09, 2016

Dez Anos e Uma Noite

Dez Anos e Uma Noite



Espero na recepção
Hotel na Liberdade

Primeiro encontro
Tenho curiosidade

Do elevador
Mulheres saem

Algumas turistas
Outras profissionais

Roupas soltas
Vestidos colados

Seios escondidos
Seios disponíveis

Passam perto
Perfume importado
Perfume barato

Mistura paulistana
Amostras noturnas
Chegas devagar
Observamo-nos

Espírito a mostra
Não pertences à noite

Queres um local
Tranquilo para conversar

Afinidades descobertas
Natureza e o Oculto

Filósofos em vida
De onde vim ?
O quê sou ?
Para onde vou ?

Confissões feitas

Há Dez anos
Não sais à noite

Há Dez anos
Não tocas outros lábios

Observo teus lábios
Merecem ser beijados
Vinho nas taças
Desejos represados

Tua trêmula mão
Tem fortes linhas

Quiromancia fingida
Para te tocar e sentir

Leio teu destino
Ser beijada esta noite

Dez Anos e Uma Noite
Que rápido acabará

Puxo-te ao meu lado
Braços e mãos
Apertam-te
Percorrem teu corpo
Foges

Muito para uma noite
Após dez anos

Meus lábios nos teus
Consequência natural

Beijo adolescente
Em uma noite
Reaprender

Beijo sem língua
Beijo com língua

Língua no céu da boca
Língua lambendo teu rosto

Pensas no público
Imaginas que te olham

Não conheces mais a noite
Nada é percebido em São Paulo

Desistes
Overdose

Voltamos ao Hotel
Não me deixas subir

Vou mesmo assim
A noite não terminou

Entre braços e abraços
Desejos despertam

Hora de ir embora
Expulsas-me

Após Dez Anos
Uma Noite de beijos
Despertam a Mulher
Que hibernava
Aguardando o sol de verão

Desejos represados
Voltam comigo

Penso
Será que a verei novamente ?



segunda-feira, novembro 07, 2016

A Alcova da Leoa

A Alcova da Leoa



Teu convite para jantar
Pizza e Vinho

Olhares sobre a mesa
Difícil decisão

Viver ou não
Este gostar

Relatividade Geral
Corpos próximos
Curvam o Espaço

Paralelas Retas
Dobram-se nos abraços

Tempo mais lento
Para no longo beijar

Pensamentos no sofá
Difícil decisão

Viver ou não
Este gostar
Olhos próximos
Beijos ciliares

Seguras minha mão
Vulcânico calor

Guias-me
Tua alcova

Corpos em chama
Lábios abertos
Olhos fechados

Sentir tua pele
Percorrer tuas formas

Força natural
Sexos atraídos

No inverso da distância
Prazeres compartilhados

Celestiais explosões
Supernovas surgem

Sussurras
Vou dormir

Pressentimento animal

“.....Leoas dormem depois de devorarem sua presa e talvez só depois de quatro dias voltem a ter fome...”

Tênue luz
Transpassa tua alcova
Ilumina teu belo corpo

Vigio teu sono
No passar das horas

Madrugada aconchega
Corpos colados

Acordas
Beijo de despedida
Deixo tua alcova

Em casa
Olhos fechados
Sentidos aguçados

Estrelas mais brilhantes
Quebrar das ondas mais forte
  
Fim da madrugada
Sol nascendo
Concluo

Intenso
Inesquecível
Não foi sexo, foi amor



Santa Protetora

Santa Protetora



Regis Bittencourt
Estrada de humores

Na chuva
Pista de Patinação

No sol
Curva voluptuosas

Busco proteção
Santa ou não

Ligas-me
Surge tua Foto

Elejo-te
Santa Protetora
Dos Motoristas Tristes



terça-feira, novembro 01, 2016

Paralelas Retas

Paralelas Retas



Dias sem te ver
Passam vagarosos
Paciência do gostar

Um dia na semana
Tempo conseguido
Entre Ele e Eu

Pausar um Vinho
Olhar teus olhos
Roubar o beijo

Convite negado
Vã espera
Sinais trocados

Escreves e verbalizas
Incompreensíveis razões
Palavras são arpões

Fragilizas-me
Abates-me
Não recolhes a presa


Proclamas secamente
Momentos juntos
São arrependimentos

Determinas o destino
Procurar outra

Esquecer-te
Excluir-te

Simples assim
Nada existiu
Só no celular

Deletas mensagens
Apagas o passado
Cancelas o futuro

Novo caminho
Paralelas retas

“....duas retas são paralelas quando são equidistantes durante toda sua extensão, não possuindo nenhum ponto em comum.....”

Geometria forçada
Pontos comuns apagados
Retas segmentadas

No segmento da amizade
O paralelismo de nova vida

Involução do gostar
Velho verbo
Transitivo direto
Esquecer

“....perder a lembrança de; não pensar em; deixar escapar da memória; não se lembrar de...”

Cartesianamente
Sigo teu desejo

Esqueço o Passado
Esqueço o Futuro
Estamos paralelos