domingo, outubro 21, 2012

Diapasão

Diapasão


Chegas a tarde
Nada dizes

Vais ao quarto
Deitas na cama

Silêncio quebrado
Teu chamado

Estais despida
De corpo e alma

Braços esticados
Entregues à submissão 

Na cabeceira 
Desejas mãos amarradas

Teus graus de liberdade
Atas-me com tuas pernas

Puxas-me para teus lábios
Pequenos e Grandes

Prendes minha boca
Em teu ponto do prazer

Língua ofídica vibrando
Diapasão na tua frequência

Sou tua caixa de ressonância
Nos orgasmos múltiplos

Ponto do prazer
Agora intocável

Avisa-me
Saciada já estais

Solto tuas mãos
Levantas
Vais embora

Não sou o Mestre
E sim o Escravo